Psicologia Lutando contra o luto: como a terapia pode ajudar a enfrentar este momento

Perda de emprego, morte de familiares e amigos, privação da liberdade. O novo coronavírus trouxe à tona uma série de mudanças no dia a dia das pessoas e intensificou o sentimento de luto. Seja devido ao número elevado de mortes por covid-19, seja pela mudança na rotina, crise financeira e confinamento, o mundo vivencia inúmeras perdas. Mas como enfrentar esse luto? Existe uma forma menos dolorosa de passar por isso? Neste post vamos detalhar o que é o luto e explicar como a terapia pode ajudar neste momento. Confira!

O luto é um processo de rompimento, de perda de perspectiva e de fim de vínculos importantes. É mais comum associá-lo à morte de alguém querido, porém essa sensação de perda pode estar presente em qualquer fim, como o término de um relacionamento, a perda do emprego e outras mudanças no papel social. “O luto não está relacionado somente a perda de pessoas e familiares, mas também com etapas da vida. A chegada da aposentadoria, por exemplo, é um processo de luto, pois fecha-se um ciclo da vida e se inicia outro”, diz Andressa Rodrigues, psicóloga da PSISEG.

A dor e a vivência do luto é muito particular de cada indivíduo. Nem todo mundo vai reagir da mesma forma com o fim dos ciclos, assim como cada pessoa terá o seu tempo para encarar o processo de luto. Apesar disso, é possível identificar cinco etapas comuns a todos que estão vivenciando este momento. Vale ressaltar que nem todo mundo irá viver essas cinco fases, podendo se reconhecer em apenas algumas delas. Veja quais são os estágios mais comuns:

Negação/Isolamento: nesta fase, o indivíduo nega a perda e se isola com a sua dor. A pessoa prefere ficar mais reservada e não acredita que aquilo esteja acontecendo com ela.

Raiva: neste estágio, a pessoa costuma sentir ódio e revolta, porque perdeu alguém importante na sua vida. É comum o sentimento de injustiça e o não entendimento dos motivos daquilo estar acontecendo com ela e não com outra pessoa.

Negociação/Barganha: nesta fase, a pessoa tenta tornar o fim reversível e negociar a perda. Pensamentos do tipo “e seu eu fizer diferente” ou “e se eu tivesse feito algo diferente” são comuns. Para os religiosos, é aqui que aparece uma esperança divina, de cura e até de ressurreição. No caso da morte, por exemplo, nesta fase há a esperança que será possível reencontrar a pessoa novamente.

Depressão: esta fase inclui debilitação, tristeza, solidão, saudade e demais sentimentos que geram angústia. Neste processo, é comum a pessoa passar por uma tristeza profunda e achar tudo desinteressante e sem sentido.

Aceitação: quando a pessoa consegue entender a perda, ela chega na aceitação. Nesta fase, o indivíduo está perto de começar a lidar com a perda de uma forma mais leve e menos patológica. Aqui se começa a perceber que ainda existe vida e que é preciso continuar. Neste estágio, já há o começo de uma adaptação a uma nova realidade.

Aprendendo a lidar com o luto

As etapas do luto podem ser vivenciadas de maneira subjetiva. Não existe tempo certo de duração e nem uma cronologia exata. Cada pessoa irá viver sua dor de maneira individual e a seu tempo. Além disso, quando o paciente chega na fase da aceitação, isso não quer dizer que haverá esquecimento ou abandono da dor. “Não existe um tempo aceitável para superar o luto. Cada pessoa tem o seu tempo. Não existe isso de “meu luto está 100% superado”. Sempre vai ter uma dor quando você fala de alguém que você perdeu e que era importante na sua vida ou um ciclo que se fechou, o que existe é a diminuição da dor e a direção que você encontra para ela”, explica Andressa.

Essa compreensão de que a elaboração do luto é um momento individual ajuda não só as pessoas a respeitarem o seu próprio tempo, como também a ser empático a dor do outro. Nem todo mundo vai demonstrar tristeza com choro ou depressão, necessariamente. Muitas pessoas ficam apáticas e apresentam dificuldade de sentir. Buscar atendimento psicológico ajuda o paciente a entender este sentimento e refletir na sua dor. “Na terapia há um lugar onde a pessoa pode expressar seus sentimentos sem julgamentos. O psicólogo vai acolher essa dor emocional e irá ajudar o paciente a chegar a um caminho de aceitação”, acrescenta Andressa.

A psicóloga ainda dá mais uma dica para quem está passando por esse processo de luto. “Sinta a sua dor. A tristeza não existe para você guardar embaixo do tapete. Os sentimentos existem para serem sentidos. Eles precisam ser vivenciados. Quanto maior for o tempo que você permitir expressar todos esses sentimentos, mais rápido conseguirá se encaminhar para o processo de aceitação do luto. Viver todos os sentimentos é extremamente importante, porque doer sempre vai. Mas na terapia você aprende a trabalhar essa dor e a entender que existe vida após o luto”.

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